**Salas VIP** lotadas e anuidades nas alturas viraram dor de cabeça real para quem usa cartões premium em 2026. Só no primeiro semestre, a tarifa do BRB Dux saltou 186 % enquanto o Bradesco Aeternum perdeu acesso gratuito ao **LoungeKey**. Esses ajustes refletem um custo que sai do bolso do banco e cai direto na fatura do cliente.
Na prática, os emissores passaram a remunerar melhor quem concentra investimentos, salário e uso diário dentro da instituição. Em contrapartida, reduziram entradas em lounges e aumentaram metas de gasto para isenção. O resultado é simples: quem não estreita o relacionamento paga caro ou perde benefícios.
Neste artigo você vai entender, com números e exemplos, por que as anuidades dispararam, como calcular se o cartão continua vantajoso e quais critérios técnicos avaliar antes de migrar de plástico. Tudo explicado de forma objetiva para ajudar na decisão agora, não quando a anuidade bater.
Como as anuidades dos cartões premium dispararam em 2026
O BRB Dux pulou de R$ 1.680 para R$ 4.800 anuais, posicionando-se acima até do Amex The Platinum (R$ 4.000). O Banco do Brasil elevou o Altus de R$ 1.800 para R$ 4.000 e dobrou a meta mensal de gasto para isenção. Esse reajuste cobre custos de programa de pontos em dólar, seguro-viagem mais robusto e uso crescente de benefícios travel.
Para sentir o impacto, considere um usuário que gastava R$ 8.000/mês: o novo break-even no Dux exige R$ 15.000. A diferença de R$ 7.000, se aplicada em CDB a 100 % do CDI, renderia ~R$ 385/ano, o bastante para comprar acessos avulsos no Priority Pass. Ou seja, manter o cartão só faz sentido se você realmente consome outros perks embutidos.
Salas VIP: por que o acesso ficou mais difícil
Em média, cada entrada em lounge custa de US$ 25 a US$ 40 para o emissor. Com salas cheias pós-pandemia, a conta explodiu. Bradesco cortou o benefício no **Aeternum**, Porto Bank reduziu de 10 para 6 acessos e Santander passou a exigir R$ 20 mil/mês para liberar o Unlimited.
Os bancos escolheram três táticas distintas: 1) limitar convidados, 2) cortar acessos grátis ou 3) repassar o custo via anuidade. O método preferido depende de perfil de uso da base; quem viaja pouco não sente redução de acessos, mas percebe o reajuste na tarifa anual.
Relacionamento virou requisito para pontuar mais
A XP oferece até 2 % de cashback ou 2 pontos/US$ apenas se houver portabilidade de salário ou investimento na conta. Santander Rewards adota multiplicadores que chegam a 3,5 pontos/US$ somente quando o cliente atinge nível “Top” no app, o que pede investimentos superiores a R$ 100 mil.
Nos bastidores, essa lógica reduz churn: quanto maior o share of wallet, menor a desistência do cartão. Para o usuário, o desafio é medir se concentrar tudo em um único banco rende mais que pulverizar em dois cartões livres de anuidade e trocar milhas em promoções agressivas da Latam Pass ou Smiles.
Lançamentos de supercartões e o novo topo da pirâmide
Com o Itaú Private World Legend e o C6 Graphene turbinado (8 pontos/US$ no exterior), formou-se uma camada “Ultra Premium”. Elegibilidade só ocorre por convite ou saldo acima de R$ 5 milhões. Esses produtos oferecem suíte em hotéis Virtuoso, upgrade em locadoras e concierge 24 h administrado pela Ten Group, serviços que custam caro mesmo para o banco.
Esse reposicionamento empurra Black e Infinite comuns para patamar intermediário. Boa parte dos cortes de benefícios neles serve para financiar os mimos dos supercartões, mantendo margens de lucro do emissor.
Nem tudo é custo: pontos turbinados e onde eles realmente valem
Caixa Elo Diners subiu para 3,3 pontos/US$, e o C6 Graphene chegou a 5 pontos/US$ no Brasil. Entretanto, compras internacionais geram 5,38 % de IOF + médio spread cambial de 4 %. Se cada ponto vale R$ 0,04 na Livelo, você recupera R$ 0,20 por dólar, mas paga R$ 0,53 em encargos – prejuízo de R$ 0,33. O benefício só compensa quando o banco devolve IOF (caso da XP) ou oferece upgrade de cabine cuja economia ultrapassa essa diferença.
Imagem: Internet
Checklist: calcule se o cartão ainda vale a pena
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Levante o custo anual total
Some anuidade líquida (já descontada possível isenção parcial) + IOF + spread médio sobre seus gastos internacionais previstos.
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Projete o valor dos benefícios
Transforme pontos em reais usando valor de resgate real (ex.: 60.000 pts = R$ 1.800 em passagem que você compraria). Faça o mesmo para **Salas VIP**, seguros e cashbacks.
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Compare com alternativas do mercado
Simule o mesmo gasto em um cartão sem anuidade que gera 1,5 ponto/US$ e compre acessos avulsos no lounge para ver se o saldo financeiro fica positivo.
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Avalie o esforço de relacionamento
Verifique se deixar salário ou investir na instituição limita sua liquidez ou impede aproveitar CDBs mais rentáveis em outras casas.
Perguntas frequentes (FAQ)
O aumento de anuidade é tendência definitiva?
Sim. Com custo de lounge, seguros internacionais em dólar e programas de fidelidade indexados à moeda americana, o break-even do banco subiu. Sem repasse parcial ao usuário, o produto ficaria deficitário.
Vale pagar mais só para ter **Salas VIP** ilimitadas?
Depende de quantas viagens você realmente faz. Quem voa menos de 6 vezes por ano economiza comprando passes avulsos (US$ 35 cada) e optando por cartão sem anuidade.
Programas que exigem relacionamento são seguros?
São, mas reduzem sua flexibilidade. Caso queira trocar de banco, você perde pontuação extra imediatamente. Tenha clareza de que o bônus é variável e pode ser revogado em novo ciclo de revisão de benefícios.
Conclusão: cartão virou porta de entrada, não fim em si
O semestre mostrou que o banco enxerga o cartão como isca para vender investimentos, seguros e conta digital. Para você, consumidor, isso significa fazer contas frequentes e não se apegar a plástico algum. Olhe o Custo Efetivo Total e troque sem dó quando a equação pesar.
Gostou dos números? Deixe nos comentários sua estratégia para driblar anuidades e compartilhe o artigo com quem ainda acha que lounge grátis é sinônimo de cartão barato.
Fonte: https://www.melhorescartoes.com.br/retrospectiva-noticias-cartoes-milhas-jul26.html

