17 cartões flexíveis para pontos ou cashback em 2024

Escolher entre **pontos** ou **cashback** deixou de ser dilema: hoje existem cartões de crédito que permitem alternar o benefício sem burocracia. Essa liberdade é valiosa porque o rendimento em milhas pode chegar a 9,5 pontos/US$ em promoções, enquanto o retorno direto no bolso ultrapassa 5% em compras no exterior. O segredo está em conhecer a política de cada emissor e, principalmente, o custo efetivo da anuidade.

Na prática, trocar pontos por passagens costuma render de 20% a 60% sobre o valor gasto no cartão, mas só vale se você acompanhar as ofertas dos programas aéreos. Já o **cashback** garante liquidez imediata, funcionando como “desconto à vista” que reduz a fatura. Por isso o leitor precisa analisar quanto gasta, onde compra (nacional x internacional) e seu perfil de viagem antes de decidir.

Neste guia técnico você verá: critérios para comparar dólar-ponto x porcentagem de volta, prós e contras de 17 cartões que liberam a troca de benefício em um clique e, ao fim, respostas objetivas às dúvidas mais recorrentes. Prepare a calculadora: vamos mostrar números reais de quanto cada opção pode pôr no seu bolso ou na sua conta de milhas.

Como calcular o melhor retorno: pontos vs. cashback

O rendimento em pontos exige converter a cotação do dólar do emissor (PTAX + spread, em média 4%) e multiplicar pela razão de acúmulo. Se um cartão rende 2,2 pontos/US$, cada R$ 100 geram ~44 pontos; vendendo milhas a R$ 0,035, o retorno é 1,54%. Já o cashback é creditado em reais e sofre apenas IOF quando o gasto é internacional. Por isso, acima de 1,5% fixo, ele já empata com a maioria das tabelas de milhas.

Outro ponto é a validade dos pontos. Programas que não expiram (XP, Nubank Ultravioleta) eliminam a pressão de uso e aumentam o poder de barganha em promoções de 100% de bônus. Se a pontuação vence em 24 meses, o valor econômico real cai, pois você pode acabar emitindo passagens fora de época ou pagando para revalidar créditos.

Por fim, avalie o custo da anuidade sobre o retorno. Um cartão que devolve 1% de cashback mas cobra R$ 1.000/ano só faz sentido se você gastar ao menos R$ 100 mil/ano (pois 1% = R$ 1.000). Abaixo disso, procure isenções por gasto mínimo, investimentos ou use uma versão sem anuidade.

Nubank: Croma e Ultravioleta na prática

O **Ultravioleta** entrega 2,2 pontos/US$ ou 1,25% de cashback permanente, além de bônus extra no “Modo Latam Pass” que adiciona 10% em milhas e até 60 mil pontos qualificáveis/ano — suficiente para subir duas categorias no programa da Latam. A anuidade (R$ 1.068) some se você gastar R$ 8 mil/mês ou investir R$ 50 mil no Nubank.

O novo **Croma Platinum** preenche a lacuna para quem ganha acima de R$ 5 mil: 1,4 ponto/US$ ou 0,8% de volta. Embora a taxa pareça modesta, ele compensa com 5% de cashback em 28 serviços de streaming e 80% de desconto no HBO Max, abatendo R$ 30 a R$ 40/mês. A anuidade de R$ 468 é zerada com R$ 4 mil de gasto mensal ou R$ 30 mil investidos.

BTG Pactual: trio flexível para todos os bolsos

O **Ultrablue** é o produto high-end: 3,5 pontos/US$ ou 1,7% de cashback em compras internacionais, com acesso ilimitado ao DragonPass + LoungeKey. Porém exige R$ 1 mi investidos ou gasto de R$ 40 mil/mês para anuidade grátis. Já o **Black** (2,2 p/US$ ou 1%) e o **Platinum** (1,6 p/US$ ou 0,75%) atendem públicos de R$ 14 mil e R$ 6 mil de gasto mensal, respectivamente, mantendo política clara de isenção atrelada a investimentos.

Santander: Unique e Elite com Esfera como trunfo

Nos cartões Santander, o diferencial é o Rewards Bônus: gastos em 6 categorias rendem até 2× pontos, elevando o **Unique** a 4,5 p/US$ ou 1,2% de cashback (limitado a R$ 500). O **Elite** segue a mesma lógica, mas com teto de 2,25 p/US$ e 0,8% de volta. Como as milhas Esfera frequentemente entram em promoções de 100% para companhias aéreas, o retorno prático pode dobrar, superando 3%.

Itaú: linha Personnalité e Uniclass renovada

O **Personnalité Black/Infinite** mantém 3 p/US$ sem expiração ou 1,1% de cashback fixo — boa relação para quem viaja pouco e prefere liquidez. Já o **Uniclass Black/Infinite** atualizado entrega 2,5 p/US$ ou 1% e exige R$ 8 mil de gasto para não pagar anuidade. Para quem ainda não chega lá, o **Uniclass Signature** oferece 1,5 p/US$ ou 0,5% de volta e pode ter tarifa zerada com R$ 4 mil de uso mensal.

Banco do Brasil: do Altus ao Nanquim

No topo, o **Altus Liv Infinite** atinge 4 p/US$ ou 1,3% de cashback e acesso ilimitado a salas VIP, mas pede R$ 1 mi investidos. Abaixo dele, o **Visa Infinite**, **Elo Diners**, **Mastercard Black** e **Elo Nanquim** compartilham 3 p/US$ ou 1% de volta, diferindo em quantidade de visitas a salas VIP e benefícios como traslados grátis. O ponto forte é a integração nativa ao Livelo, simplificando a transferência de milhas.

XP: o “sem anuidade” que bate bancos tradicionais

O **XP Visa Infinite** não cobra anuidade e rende 3 p/US$ ou 1,5% de cashback com exigência de apenas R$ 30 mil investidos. Se você chega a R$ 1 mi, ganha upgrade para o **XP Legacy** que dispara para 9,5 p/US$ (compras internacionais) ou 5,3% de volta — o maior percentual do mercado. Em viagens, ambos usam DragonPass com até 12 convidados por ano, eliminando despesas em salas VIP.

Perguntas frequentes (FAQ)

Qual cartão oferece o maior retorno sem cobrar anuidade?

Entre os modelos analisados, o XP Visa Infinite lidera: 3 p/US$ ou 1,5% de cashback sem taxa anual. Desde que você mantenha R$ 30 mil investidos na corretora, o gasto mínimo mensal é irrelevante.

Vale a pena trocar pontos por cashback quando a fatura está alta?

Se sua dívida no cartão gera juros ou você precisa de liquidez imediata, o cashback compensa, pois reduz a fatura na hora. Entretanto, se você acompanha promoções de 100% de bônus em transferência de milhas, os pontos podem render de 2% a 4% — quase o dobro do melhor cashback fixo.

Como saber se a anuidade está “paga” pelo benefício?

Divida o valor da anuidade pelo percentual de cashback ou pela venda estimada das milhas. Ex.: anuidade de R$ 1 000 / 1% = R$ 100 000 de gasto para empatar. Se você não atingir esse volume nem conseguir isenção, procure versões mais baratas ou sem anuidade.

Conclusão: escolha guiada por números, não por status

Cartão de crédito é ferramenta financeira, não troféu. Compare pontos e cashback convertendo tudo em porcentagem de retorno e desconte a anuidade para saber o ganho real. Com essa lógica, é possível usar um Ultravioleta para viagens, um XP sem anuidade para o dia a dia e maximizar ganhos sem pagar nada a mais. Tem outra combinação que funciona para você? Conte nos comentários e compartilhe o artigo com quem ainda depende de cartão que não devolve nenhum centavo.

Fonte: https://www.melhorescartoes.com.br/melhores-cartoes-pontos-cashback-ago26.html

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